Capital e Interior

Se formos considerar os números que circulam por aí, o evento em São Paulo teve participação recorde de 4 milhões de pessoas, 1/3 da população da cidade de São Paulo ou 1/5 se considerarmos a Grande São Paulo e entorno.
Não queremos comparar, até porque a Virada em São Paulo esta na sua 4º Edição, e a VC Paulista realiza a sua segunda.
Mas façamos um cálculo simplista, a somatória da população destas cidades e o percentual de participantes do evento. Certamente não podemos comparar a capacidade de mobilização e perfil cultural, polo de eventos que São Paulo é.
Também não podemos comparar com as Micaretas que ocorrem na Bahia, até pela tradição destas festividades, mas lançando um olhar sobre elas podemos vislumbrar o potencial não só cultural, mas econômico e o fenômeno social que são.

Gostaríamos de buscar uma compreensão e trazer à luz estas iniciais 3 realidades, o impacto artístico, econômico e sócio-cultural nas cidades.

Percebendo por estas perspectivas, um evento cultural patrocinado pelo Governo do Estado de um lado e Prefeitura da Cidade de São Paulo, com um custo X, Y e Z.
Que capital foi necessário para tal, e qual o capital gerado? Aqui não falamos unicamente do econômico, mas pessoal (empregos e treinamento), cultural e social (novas relações, visibilidade), divulgação (grupos, cidade, atitudes, pessoas)… mas esse também é um outro tópico… merece um consulta antes de mais nada aos órgãos produtores do evento… ou pela imprensa… se alguém souber desses dados é só dar um toque… portar num comentário…
Dados. Que possuem sua significância

  • 1. Político: O que significa tudo isso, e como tratar… como um evento passageiro feito para o público jovem, cidadão e eleitor? Certamente existe este aspecto. Mas sem querer polemizar ou politicar, o evento tem se mostrado contínuo e firma-se. Merece um tópico específico.
  • 2. Infra-estrutura: Outro lado que salta aos olhos pela magnitude… 4.000.000 de pessoas. Gerir tudo isso, um núcleo por onde trasitaram público, artistas, produtores, segurança, crianças, transporte, serviços públicos, negócios, ambulantes e também traficantes, socorro e saúde. Uma verdadeira salada paulistana em grande estilo, mas se percebermos, pouco a destacar. Acreditamos que por ter sido melhor gerida, afinal existe o aprendizado. E como ensina a sabedoria popular, notícia ruim, corre solta. Se não houve grandes destaques é que correu ao menos suficientemente bem a estrutura. Merece um tópico.
  • 3. Social: Como fenômeno social, há muito o que se observar. A começar pela participação popular. Nâo só pelos números, mas pelo retorno que o próprio público tem dado no contexto do evento. Basta-nos olhar e vasculhar as comunidades sociais da Web que percebemos este fenômeno. Ou será melhor dizer, Revolução – na comunicação, na sociabilização e no compartilhamento e na experimentação. Merece vários tópicos.
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